Quem já precisou assinar um documento urgente e descobriu que o token ficou na gaveta do escritório entende o problema na hora. O certificado em nuvem resolve exatamente isso: a chave não fica nem no seu computador nem numa mídia que você carrega — ela fica protegida num equipamento criptográfico do provedor, e você autoriza cada assinatura pelo celular.
Como funciona na prática
- a chave privada é gerada e guardada num HSM, um cofre criptográfico auditado, e nunca sai de lá;
- você instala o aplicativo do provedor no celular e vincula o certificado;
- na hora de assinar, chega uma notificação: você confirma com senha ou biometria e a assinatura acontece;
- o documento sai com a mesma validade jurídica de um A1 ou A3 — é ICP-Brasil do mesmo jeito.
Para quem compensa
Compensa para quem vive fora do escritório, para quem troca de computador o tempo todo e para quem simplesmente cansou de driver de token. Também é uma boa saída para quem usa Mac ou trabalha em máquina onde não pode instalar programas.
O que olhar antes de escolher
- Depende de internet e de celular. Sem sinal, não tem assinatura;
- Nem todo sistema aceita. A maioria dos portais do governo e dos assinadores já integra, mas alguns ERPs mais antigos ainda esperam um certificado instalado na máquina — vale confirmar com o fornecedor do seu sistema antes de comprar;
- Trocou de celular? É preciso vincular o aparelho novo. Não é complicado, mas não é automático.
Se a sua dúvida é justamente se o seu sistema aceita, mande a mensagem para a gente com o nome dele. Conferir antes é mais rápido do que descobrir depois.